Salvador, 476 anos: joia do Brasil

Salvador, joia rara e brilhante do Brasil, celebra hoje seus 476 anos com esplendor. Erguida sobre raízes coloniais, a primeira cidade da nação se orgulha de sua rica tapeçaria histórica. Terra de um povo resiliente, que dança ao ritmo do samba e do axé, acolhe a todos com sorrisos e abraços calorosos, Salvador é um lar para sonhos e esperanças. Suas praias douradas e o Pelourinho histórico, com suas vibrantes cores barrocas, são testemunhas do romance eterno entre o sol e o mar. As culturas afro-brasileira e indígena pulsam forte aqui, no toque dos atabaques e na ginga do povo, fazendo de Salvador a cidade negra mais vibrante fora da África, Patrimônio Cultural da Humanidade. Lar de figuras emblemáticas como Maria Felipa, Castro Alves, Anísio Teixeira, Isaías Alves e Rui Barbosa, Salvador é um farol de inspiração. Na celebração de seus quatro séculos e meio recordamos a nobre missão da ACEB, que semeia esperança e força através da educação e do esporte. Salvador, com seus mil encantos é onde passado e futuro se encontram, o coração pulsante do Brasil. E enquanto a cidade festeja, a Bahia inteira se une em uma canção de amor e paz. Feliz aniversário, Salvador amada, que tua história continue a ser escrita com alegria e luz por muitos anos mais. A capital da Bahia é um mosaico de culturas, um caldeirão de histórias que se entrelaçam, acolhendo a todos que chegam, celebrando a diversidade e unindo a comunidade em solidariedade e fraternidade. Salvador não é apenas um destino; é um recomeço, um abraço caloroso que acolhe a todos, tornando-se um lar para aqueles de todas as cidades do estado. Foto: LEONARDO DOURADO: https://www.pexels.com/photo/barra-lighthouse-in-salvador-16842378/

Aniversário de Salvador recebe homenagem da Associação Bahiana de Imprensa

No seu aniversário de 474 anos, a capital baiana receberá uma homenagem da Associação Bahiana de Imprensa. Nos dias 28 e 29 de março, a Roda de Conversa “Salvador, 474 anos: Entre história, memória e luta” celebra a cidade e reflete sobre importantes desafios da sociedade soteropolitana. O evento acontece no Auditório Samuel Celestino, no edifício-sede da ABI, na Praça da Sé.  No dia 28/03, às 10h, o debate “Túnel para pedestres: Qual o impacto na mobilidade do Centro Histórico?” reúne o arquiteto urbanista Paulo Ormindo, a engenheira Ilce Marília Dantas Pinto e o secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (SEINFRA), Luiz Carlos Souza.  No dia 29/03, às 15h, o professor Rafael Dantas, historiador e artista plástico, guiará o bloco “O 29 de março e a Cidade do Salvador: Iconografia e História”. No segundo bloco, às 16h, a jornalista e palestrante Silvana Oliveira, gerente de Jornalismo da Rádio Sociedade, trará o debate “Negritude e gênero na imprensa de Salvador”. SERVIÇO Roda de Conversa: “Salvador, 474 anos – Entre história, memória e luta”Dia: 28 de março (10h) e 29 de março (15h)Local: Auditório Samuel Celestino – 8° andar do Edifício Ranulfo Oliveira, Rua Guedes de Brito, 1 – Praça da Sé, Centro Histórico de Salvador

Lavagem do Bonfim celebra o bicentenário da Independência da Bahia

A devoção ao Senhor do Bonfim completa 278 anos nesta quinta-feira (12). A maior festa religiosa da Bahia e uma das maiores do Brasil teve início em 1745, quando um grupo de leigos católicos, com objetivo de propagar no país o culto ao Senhor do Bonfim e à Nossa Senhora da Guia. O fundador foi o capitão da Marinha Mercante portuguesa, Teodhósio Rodrigues Farias, que após se salvar de um naufrágio fez promessas de construir um templo nos mesmos moldes do existente na cidade de Setúbal, em Portugal. A construção durou 9 anos e, em 1754, no dia 24 de junho, a Igreja foi entregue aos fiéis. Era apenas uma capela, mas com a crescente devoção foram realizadas melhorias. Além disso, a região cresceu como área de veraneio da burguesia baiana, recebendo grandes comerciantes, fazendeiros, governadores e o arcebispo. O templo recebeu inúmeras reformas, ganhou pintura no teto e firmou parceria com a cidade de Salvador. A devoção foi responsável pela construção da Avenida Dendezeiros, que leva à Colina Sagrada e da Casa dos Romeiros, espaço para abrigar os fiéis que se dirigiam de todo o Estado e país para o santuário. Às 8h acontecerá a cerimônia religiosa, denominada “Ato de Fé”, celebrada pelo pároco da Basílica da Conceição da Praia, padre Everaldo Pires da Cruz, e encerrada com o Hino ao Senhor do Bonfim, entoado pelo coral da Basílica. A queima de fogos na Rampa do Mercado anunciará o início do cortejo, com a presença de baianas, autoridades, entidades culturais e população seguindo a pé até a Basílica Santuário Nosso Senhor do Bonfim. Na Colina Sagrada, o reitor da Basílica do Bonfim, padre Edson Menezes, transmitirá uma mensagem da janela central da igreja, rezará com os fiéis uma oração pela paz e concederá a bênção, apresentando a imagem do Senhor do Bonfim ao público. Em seguida, haverá a lavagem do adro da igreja e o recolhimento de doações de gêneros alimentícios. A programação religiosa traz como tema “Há 100 anos cantando Glória a Ti neste dia de glória”, em homenagem ao bicentenário do Dois de Julho – a Independência do Brasil na Bahia. “A expectativa é de grande participação de fiéis, uma vez que ficamos dois anos sem a festa. Além da lavagem, destaco a celebração, no último dia da novena (já em curso), da santa missa solene, a principal, que acontece no domingo (15), às 10h30, presidida por Dom Sérgio da Rocha, cardeal arcebispo metropolitano da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, que, em seguida, dará a bênção apostólica com indulgência plenária”, disse o pároco da Basílica do Bonfim.

Ato Interreligioso pede Cultura de Paz e Respeito em Salvador

O Comitê Interreligioso da Bahia realizará na próxima quinta-feira (8) às 9h em frente ao monumento à Mãe Stella de Oxossi, Ato Interreligioso por uma Cultura de Paz e Respeito. Na madrugada do último domingo, 1º de dezembro, a estátua de Mãe Stella de Oxóssi, localizada na avenida que leva o nome da Ialorixá em Salvador, foi alvo de vandalismo ao ser incendiada. O ato foi entendido como intolerância religiosa e tipificado pela Policia Civil como “ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo”. Inicialmente foi levantada a hipótese de o incêndio ter tido origem como resultado de um curto circuito na iluminação do monumento, mas foi constatado que se trata de um incêndio criminoso. Registros feitos no local mostram que apenas a imagem de Mãe Stella de Oxóssi, de dois metros de altura, foi atingida e que a imagem de Oxóssi, de 6,5 metros, localizada logo atrás, segue inteira.  “Lamentável o incêndio criminoso na estátua de Mãe Stella de Oxóssi. Não é a primeira vez que esse símbolo passa por uma situação de vandalismo atrelado à intolerância religiosa. Estamos apurando o caso para que os responsáveis sejam identificados e punidos”, escreveu Bruno Reis, prefeito de Salvador. O boletim de ocorrência foi registrado pela Fundação Gregório de Mattos (FGM) na 12ª Delegacia, em Itapuã, que também solicitou à Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal) a remoção da obra incendiada para recuperação, o que deve ser consentido após a perícia.  A Associação Classista de Educação e Esporte da Bahia, ACEB, repudia toda e qualquer ação destinada a promover a intolerância religiosa e quaisquer outras formas de discriminação. A Constituição Brasileira garante a inviolabilidade da liberdade de consciência e de crença, assegurando ainda o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias. Ataques como o ocorrido à estátua de Mãe Stella de Oxossi reforçam a necessidade de continuarmos conclamando nossa sociedade a refletir sobre os fundamentos e os princípios que norteiam a nossa República, que vão na contramão de qualquer ato de intolerância, racismo, discriminação ou preconceito. A ACEB estará presente ao Ato Interrreligioso, que acontecerá na próxima quinta-feira (8).

Vida Bruno dá nome ao Centro Municipal de Referência LGBTQIA+ em Salvador

Por decreto assinado pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis, o Centro Municipal de Referência LGBT, no Rio Vermelho, passou a se chamar Centro Municipal de Referência LGBTQIA+ Vida Bruno.  A mudança é para homenagear ao historiador e primeiro coordenador do serviço desde o início das atividades do Centro, em 2016. Durante o anúncio, o prefeito destacou o engajamento de Vida Bruno com as causas da comunidade LGBTQIA+ e disse que a homenagem foi um desejo da equipe da Prefeitura: “Ele era uma pessoa querida e que contribuiu muito para que o município avançasse nessas políticas afirmativas de combate a LGBTfobia. Ele ajudou na elaboração do nosso plano de governo e dos compromissos que eu assumi com esse segmento, de defender e de manter essas bandeiras”. Para a professora Marinalva Nunes, presidente da Associação Classista de Educação e Esporte da Bahia, ACEB, Vida Bruno sempre foi muito atuante na defesa da causa LGBTQIA+: “Ele ajudou na construção de políticas públicas em prol do segmento e pela valorização e respeito à diversidade e contra a intolerância de gênero. A homenagem póstuma é mais que merecida”. O fotógrafo, ativista e editor do site “Dois Terços”, Genilson Coutinho, também comenta a honraria: “Muito justa a homenagem da Prefeitura de Salvador. Antes mesmo de assumir o Centro de Referência ele sempre lutava pelos movimentos sociais, desde a época de estudante na Católica, onde liderava movimentos em defesa das causas LGBTQIA+ e também das mulheres. Quanto mais você tem pessoas como o Vida Bruno nos espaços de poder, na construção de políticas públicas, melhor e mais importante é para o movimento”. Homem trans, Vida Bruno morreu aos 44 anos no dia  06 de abril, após dois meses internado no Hospital Teresa de Lisieux, em Salvador.