Elogio à reportagem sobre Irmã Dulce na TV Aratu

Por Maria José Rocha Lima Um elogio que merece toda a atenção. A autora do texto é a professora e imortal Maria José Rocha Lima, membro da Academia de Letras da Bahia e biógrafa oficial de Santa Dulce dos Pobres, tendo escrito a importante obra ‘Irmã Dulce: a Santa do Povo’. Sua palavra não é apenas uma opinião, mas a análise de uma das maiores especialistas no legado da Santa baiana. Em 14 de abril de 1987, a jornalista Isabel D’Ávila, então chefe do CPM da TV Aratu, em Salvador, redigiu um memorando ao editor-chefe de jornalismo, José Amílcar, para registrar algo raro, mas essencial: o reconhecimento público a um trabalho bem-feito. O documento, que sobreviveu ao tempo e ao desgaste do papel, traz o elogio entusiasmado ao programa A Palavra é Sua, exibido no domingo anterior, dedicado à vida e à obra da então Irmã Dulce — décadas antes de se tornar Santa Dulce dos Pobres. Isabel relatou ter recebido, ao longo de todo o dia, inúmeros telefonemas de telespectadores vindos de diferentes lugares, muitos deles familiares da religiosa, elogiando a sensibilidade e a qualidade da produção. O CPM registrou que se tratava do melhor conteúdo já feito sobre a vida de Irmã Dulce até aquele momento. O reconhecimento foi estendido à equipe que tornou o resultado possível: Denis Rivera (repórter e editor), Luís Carlos (cinegrafista), Rosinaldo dos Santos (auxiliar), Safira Hirsh (produtora), Maria Auxiliadora (editora de VT) e Carlos Ribas (editor). Mais que uma mensagem interna, o memorando é um retrato de como o jornalismo, quando pautado pela dedicação e pelo cuidado com a verdade, toca as pessoas e ultrapassa as barreiras do tempo. Hoje, olhando para trás, é impossível não perceber o valor histórico dessa reportagem. Em 1987, Irmã Dulce ainda não tinha o reconhecimento mundial que viria com a canonização. Mas já havia quem enxergasse na freira baiana uma figura extraordinária, cuja obra merecia ser eternizada — e foi, naquele dia, pela lente e pela palavra de profissionais comprometidos. Publicado originalmente: Elogio à reportagem sobre Irmã Dulce na TV Aratu – Planalto em Pauta Maria José Rocha Lima é uma professora acebiana, escritora e imortal da Academia de Letras da Bahia, ocupando a Cadeira nº 13. Com uma trajetória dedicada à educação e à cultura, ela é autora de obras de destaque como “Irmã Dulce: a Santa do Povo” e “Clemente Mariani: perfil de um líder”. Sua vasta produção intelectual, que inclui livros, artigos e participação ativa em eventos acadêmicos, solidifica sua posição como uma das vozes mais respeitadas e conhecedoras da história e das personalidades notáveis da Bahia.
Professora Marinalva Nunes será homenageada com Medalha Anísio Teixeira na Câmara de Salvador

A professora Marinalva Nunes, presidenta da ACEB (Associação Classista de Educação e Esporte da Bahia), será homenageada com a prestigiosa Medalha Anísio Teixeira, a pedido do vereador Augusto Vasconcelos. A honraria reconhece a notável trajetória de Marinalva, desde seus primeiros passos em Maragojipe, até sua destacada atuação no magistério e no movimento em defesa da escola pública. A cerimônia está marcada para o dia 7 de agosto, na Câmara de Salvador. Marinalva Nunes, mãe de Anne e avó de Pedro e Bento, nasceu no recôncavo baiano e estudou nos Ginásios Antônio Rebouças e Simões Filho. Mudou-se para Salvador aos 14 anos, onde continuou seus estudos no Colégio Duque de Caxias. Em 1973, ingressou na Universidade Federal da Bahia no curso de Ciências Físicas e Biológicas, licenciando-se em 1977 e iniciando sua carreira no magistério público estadual. “Será uma honra receber essa homenagem e ver o reconhecimento do nosso trabalho em prol da educação pública e dos direitos dos trabalhadores. Dedico essa medalha a todos os educadores que lutam diariamente por uma educação de qualidade,” disse Marinalva Nunes. Além de sua atuação como professora, Marinalva foi dirigente da APLB, fundadora da FETRAB, conselheira e atual segunda vice-presidente da Associação dos Funcionários Públicos do Estado da Bahia (AFPEB), e membro de várias outras entidades voltadas à educação e aos direitos dos trabalhadores. Atualmente, como presidente da ACEB, promove debates educacionais e a formação continuada dos trabalhadores, além de incentivar a cultura, o esporte, a economia solidária e o desenvolvimento sustentável. Em seu texto, Augusto destaca a dedicação e luta da professora Marinalva, como mérito para o reconhecimento com a Medalha Anísio Teixeira, pelo compromisso incansável de Marinalva Nunes com a educação e o bem-estar social.
Salve Edgar Morin pelo aniversário de 100 anos!

As celebrações dos 100 anos do filósofo francês Edgar Morin incluíram uma festa no Palácio do Eliseu, em Paris, onde foi homenageado pelo presidente da França, Emmanuel Macron, para quem Morin honra o país
Anne Cristina, um exemplo

Anne, a quem considero sobrinha, é filha de Marinalva Nunes, ex- colega no curso de Biologia da UFBa e vice –presidente da APLB, quando fui presidente
Nascido a 13 de maio

O velho era orgulhoso das filhas
ACEB homenageia mães com entrega de refeições na Baixa da Paz

Associação precisa de novas doações para dar continuidade ao projeto
Bahia de luto

Educador nato, o professor, compositor, letrista e ex-secretário da cultura da Bahia, Jorge Portugal, vai deixar muita saudade. Nascido em 1956, na cidade de Santo Amaro, no recôncavo da Bahia, Jorge Portugal completaria 64 anos na quarta-feira (5). Com uma sensibilidade típica do Recôncavo, Portugal ficou conhecido por obras voltadas para estudos universitários, como o livro “Redação é assim”, adotado por cursos pré-vestibulares de Salvador. Sempre sorridente, o mestre se consolidou como apresentador de televisão ao liderar por nove anos o “Aprovado”, programa educativo voltado para estudantes universitários na TV Bahia. Quem não se lembra do slogan “Na Bahia, português é com Portugal”, que ele sempre repetia? Nas redes sociais, Jorge Portugal costumava ler poemas, postar músicas, e claro, dar dicas de estudos. No Instagram, em maio, ele fez este vídeo falando sobre a quarentena. Que possamos ouvir seu conselho e aproveitar seu legado. Fique em paz, Jorge Portugal!