Programa de aceleração de negócios abre vagas para afroempreendedores

Até o dia 13 de fevereiro, empreendedores podem se inscrever para participar do Iaô Labs (site www.fabricacultural.org.br), formações ofertadas com parte das ações do Programa Acelera Iaô. A iniciativa fomentará o trabalho de empreendimentos negros por meio do apoio, da qualificação e da aceleração dos negócios criativos. Neste primeiro ciclo, o Iaô Labs disponibiliza 150 vagas, divididas para os segmentos de  moda, artesanato, gastronomia, música e serviços criativos. Podem se inscrever empreendedores e empreendedoras negras, exclusivamente, maiores de 18 anos, residentes em Salvador e na Região Metropolitana, que tenham projetos, empreendimentos e negócios criativos em atividade há, no mínimo, seis meses (formalizados ou não formalizados) e que estejam adequados a um dos segmentos do artesanato, gastronomia, moda, música e serviços criativos.O espaço de criação do Acelera Iaô funcionará na Ribeira e dará a estrutura física para as consultorias e mentorias que serão realizadas no local. De acordo com a responsável pelo programa, Maylla Pita, o Acelera Iaô é um programa de afroempreendedorismo pensado para proporcionar o desenvolvimento do trabalho de empreendedores e empreendedoras negras baianas por meio do apoio, da qualificação e da aceleração de seus micro e nanonegócios criativos. Estrutura local“Tudo funcionará à partir da construção do Iaô Espaço de Criação, na sede da Fábrica Cultural, Localizada na Ribeira e da realização do Iaô Labs, que é um conjunto de capacitações que abordarão aspectos essenciais do empreendedorismo em uma perspectiva afrocentrada”, esclarece.Nesse processo, serão acelerados 50 empreendimentos negros e de 2 comunidades tradicionais artesanais. “Aliado a isso, devemos criar espaços físicos de vendas para o escoamento dos produtos desses empreendedores, além da realização de duas edições do Mercado Iaô”, explica, ressaltando que os investimentos serão de R$ 10mil para pequenos e médios empreendedores. Segundo Maylla, após os dois anos de projetos parados em virtude da pandemia, os desafios para a economia criativa são inúmeros, sobretudo, para o empreendedorismo negro. “Pouco avançamos no sentido de garantir condições efetivas para o desenvolvimento de pequenos e médios negócios pretos que, por sinal, tem cerca de três vezes menos acesso às linhas de crédito e financiamento do que empreendimentos não negros no Brasil”, reflete. Para ela, o próprio Acelera Iaô, enquanto Programa de Desenvolvimento de Empreendimentos neste perfil, é uma resposta da sociedade civil frente a estes desafios. “Falar sobre soluções pode ser uma armadilha, mas vejo caminhos que podem nos apontam soluções para driblar este cenário difícil. A qualificação é um desses caminhos, a oferta de políticas públicas que viabilizem não somente acesso ao conhecimento, mas também às condições de trabalho, comercialização e justa competição no mercado são outros caminhos possíveis”, defende a representante da Fábrica Cultural.  A Fábrica Cultural também sediará a realização de novas edições do Mercado Iaô como uma forma de visibilizar os negócios. O programa  é desenvolvido e realizado pela Fábrica Cultural (site www.fabricacultural.org.br), tem o patrocínio do Grupo Carrefour Brasil, com o apoio da Prefeitura Municipal de Salvador. Retomada baianaEmbora iniciativas como a do Acelera Iaô emprestem um ânimo para a economia criativa na capital e no estado, a iniciativa pública e privada reconhecem que muito ainda precisa ser feito para que o segmento seja uma área pujante em solo baiano e consiga promover o fortalecimento de empreendedores criativos.  A turismóloga Aidée Suzart Argolo do Espirito Santo, que atua na diretoria de qualificação e segmentos turísticos da Secretaria de Turismo do Estado, afirma que o cenário está longe de ser otimista, em virtude, sobretudo, da falta de qualificação desse público, que compromete a implantação de políticas mais agressivas. “Estamos enfrentando essas questões que são estruturais junto com o novo normal implementado pela pandemia e isso desafia a instalação de programas de capacitação, por exemplo”, diz. Aidée lembra que as mudanças, no entanto, também trouxeram aspectos positivos como a visibilidade de setores da economia criativa, especialmente, os produtos confeccionados por comunidades ribeirinhas, quilombolas, povos originários e tradicionais. “Hoje, o turista viaja em busca de experiências e vivências e encontram um paraíso nesses locais. No entanto, a relação precisa ser boa para essas comunidades, que ainda precisam avançar na visão de negócio e na construção de cultura empreendedora”, completa.  A representante do estado destaca que, no segmento turismo, a pandemia alterou completamente o perfil do que era feito até então. “Hoje, o foco do turismo está na área rural, nos espaços abertos”, analisa. Atualmente, a Bahia está dividida em 13 zonas turísticas e 113  cidades estão recebendo qualificação para atuar com a economia criativa.  publicado originalmente por https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/programa-de-aceleracao-de-negocios-abre-vagas-para-afroempreendedores/

Projetos de Futebol Feminino abrem inscrições

Estão abertas as inscrições para dois Projetos de Futebol Feminino desenvolvidos pela organização social De Peito Aberto com apoio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb). Tanto o Projeto Esporte na Cidade ano X, desenvolvido no Estádio Pituaçu às segundas e quartas, quanto o Projeto Esporte na Cidade Norte e Nordeste, realizado no Ginásio Poliesportivo de Cajazeiras às terças e quintas, são voltados para meninas de 7 a 17 anos. As alunas recebem fardamento (camisa, short e meião), calçado e máscara para utilização no projeto, que também dispõe de todo o material esportivo, além de um profissional capacitado para ministrar as aulas. Não há nenhum tipo de seleção: a menina só precisa estar dentro da faixa etária e ser estudante da rede formal de ensino. Para se inscrever, é necessário dirigir-se a um dos núcleos do projeto acompanhada de um responsável maior de idade portando as cópias dos seguintes documentos: Declaração de Escolaridade, RG e CPF do aluno e do responsável e Comprovante de Residência. Informações: (71) 99352-0500.

Feira de Variedades na Praça Aquarius reúne empreendedorismo, atrações culturais, atividade física e solidariedade

Além de comprar lembranças de natal a preços justos e doar alimentos que serão entregues a famílias carentes de Salvador, participantes poderão curtir música, contação de histórias, aulas de alongamento e zumbaA cantora Maria Alice Xavier (12), participante do The Voice Kids 2021, será uma das atrações da edição “Natal Solidário” da Feira de Variedades da ACEB, confirmada para esse fim de semana, das 10h às 19h, na Praça Aquarius, na Pituba. A artista se apresentará no sábado (11) a partir das 15 horas. No domingo (12), a partir de 15h30, o público infantil poderá ouvir uma rodada de contação de histórias infantis protagonizada pela escritora mirim Luiza Meirelles. Além disso, os participantes do evento poderão aproveitar aulas de alongamento e zumba. A programação é organizada pela Associação Classista de Educação e Esporte da Bahia (ACEB) com apoio da Prefeitura Municipal de Salvador.O foco principal do evento é o empreendedorismo, já que o evento reúne expositores(as) de moda feminina, masculina e infantil; artesanato; gastronomia; conservas e costura criativa. “Incentivamos os participantes a doarem alimentos não-perecíveis, que serão posteriormente entregues a famílias que realmente precisam dessa ajuda para terem comida na mesa no Natal. Quem levar doações terá descontos em produtos da Feira”, afirmou a coordenadora de empreendedorismo e ação social da ACEB, Anne Cristina Nogueira. Quem adquirir pelo menos um item nos estandes concorrerá a uma camisa do Esporte Clube Bahia (ECB) autografada pelo vice-presidente da ACEB, Marcelo Ramos, ex-jogador de futebol e atual treinador das categorias sub-13 do ECB. Outro diferencial desta edição da Feira de Variedades da ACEB são as belíssimas histórias de luta e superação que marcam a vida de boa parte das empreendedoras expositoras. Algumas estão desempregadas ou são aposentadas responsáveis pelo sustento de suas famílias, uma delas sofreu violência doméstica, outra está em tratamento oncológico. Há uma mãe (com Alzheimer) e uma filha aposentadas que trabalham juntas, entre outros exemplos de quem não desiste de lutar pela vida. “Ao incentivar a economia solidária, contribuímos para a geração de renda e reativação da economia local, fundamentais no atual cenário, mas também colaboramos para o empoderamento de mulheres guerreiras, que labutam pela sobrevivência”, declarou a presidente da ACEB, Marinalva Nunes. Os empreendedores da Feira de Variedades são acebianos e acebianas, ou seja, sócios(as) da ACEB. Além de incentivar o empreendedorismo através da realização de diferentes edições desse evento, que acontece desde 2019, a entidade promove iniciativas voltadas ao desenvolvimento da educação, do esporte, da cultura, do lazer e do meio ambiente; apoia ações de valorização profissional e responsabilidade social; realiza campanhas de assistência social; organiza atividades que incentivam a economia solidária; e oferece descontos em produtos e serviços prestados por empresas parceiras, através de convênios. Outras informações sobre a ACEB ou sua Feira de Variedades estão disponíveis no site www.acebqualifica.org.br, nas redes sociais da entidade (Facebook: /aceboficial e Instagram: @aceb.qualifica) ou, ainda, através do telefone (71) 99129-8237.Serviço:O que: Feira de Variedades da ACEBData: 11 e 12/12Horário: 10h às 19hLocal: Praça Aquarius (R. Dr. Eduardo Bahiana, Pituba).

Guardiões da praia coletam 300 Kg de lixo em 90 minutos na Praia de São Tomé de Paripe

Em 90 minutos de coleta de resíduos sólidos na Praia de São Tomé de Paripe, 101 voluntários participantes da campanha “O Mar não está para Plástico” recolheram 8.330 itens que encheram 38 grandes sacos onde foram descartados 300 Kg de lixo. A ação, realizada no Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias (18/09), foi uma pequena mostra de um problema muito maior: o descaso de boa parte da sociedade em relação ao destino do lixo e à preservação do meio ambiente. Além de representantes do Instituto Rede Mar Brasil e da Associação Classista de Educação e Esporte da Bahia (ACEB), a coleta contou com o apoio da Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia (SEMA); da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (Seccis), Ouvidoria Geral do Município de Salvador, Marinha do Brasil, Faculdade Unijorge e Mahalo.Entre os materiais mais coletados por esses “guardiões da praia”, destacam-se tampas, lacres e argolas de garrafas (2263 unidades); copos,talheres e pratos (1500 unidades); tampas de metal (1.011); espetos e varetas (780); sacos e sacolas (675 unidades); fragmentos de plástico (500 unidades); palitos de picolé (300) e bitucas, guimbas e filtros de cigarro (250). O resultado da ação coletiva é considerado pelos organizadores como uma pequena mostra de um grande problema: a ausência de uma cultura oceânica na sociedade. “A população precisa desenvolver uma consciência ambiental sólida para, a partir dela, mudar atitudes. Todos precisamos repensar o destino que damos a todo o lixo que, diariamente, produzimos. Precisamos aprender a reciclar, reutilizar, reduzir o consumo de plástico e, principalmente, passar este conhecimento para as futuras gerações”, declarou a presidente da ACEB, Marinalva Nunes.Para fomentar a cultura oceânica e transformar a campanha ‘O mar não está para plástico’ em uma ação perene, os organizadores reuniram especialistas para desenvolver uma cartilha educativa. “O objetivo é distribuir este material nas escolas, para promover consciência de sustentabilidade entre crianças, adolescentes e jovens do estado. Precisamos avançar muito para que a década do Oceano (2021-2030) cumpra seus objetivos”, completou o presidente do Rede Mar Brasil, William Freitas. A publicação está em fase de produção e sua distribuição será iniciada em breve como projeto-piloto na Escola Estadual Rotary, localizada no bairro de Itapuã, em Salvador. A degradação do plástico é extremamente lenta e pode demorar mais de 450 anos. Quando descartado nos oceanos, ele se fragmenta em pequenas partículas plásticas (microplásticos), que acabam participando da cadeia alimentar de animais marinhos, causando a morte deles e interferindo no ciclo reprodutivo de muitas espécies. Além de reduzir o consumo de plástico, sua reciclagem e reutilização são formas eficazes de promover a cidadania oceânica. Atitudes como levar copos e canecas não-descartáveis para a praia e para o trabalho e reduzir ao máximo o uso de materiais descartáveis fazem a diferença. “A educação ambiental precisa ter protagonismo na grade curricular de todas as escolas da Bahia e do Brasil. Vamos juntos participar da luta para que isso se transforme em uma realidade”, sugeriu Marinalva Nunes.